Revenue AIOS
O tema nasce na venda.
O Oz põe agentes de IA para trabalhar a receita da sua empresa, com gente nossa operando junto. Esta nota mostra como achar temas de conteúdo B2B nas perguntas que o cliente repete ao vendedor, e como uma pessoa escolhe o que vira post.
Para quem dirigePara o comercialPara o marketing
Nesta nota
Na segunda-feira, o time de marketing se reúne para decidir sobre o que escrever. Na mesma semana, o vendedor responde, pelo WhatsApp, à mesma dúvida de um cliente novo, pela enésima vez no mês. As duas conversas acontecem no mesmo prédio e quase nunca se encontram.
Quem busca ideias de conteúdo a partir de perguntas de clientes já tem a matéria-prima. Ela fica nas conversas de venda, escrita com as palavras de quem compra. As perguntas que clientes repetem ao vendedor são um bom ponto de partida para o tema do conteúdo de uma empresa B2B.
Esta nota mostra como levar essas perguntas até a pauta, com uma pessoa escolhendo o que sai, e onde o método falha.
Ideias de conteúdo nas perguntas
O jeito comum de achar tema é a reunião de ideias. Alguém sugere o que viu no concorrente, alguém abre uma lista de palavras de busca, e o time escolhe o que parece bom. Falha por uma razão simples: todos na sala escrevem do ponto de vista de quem vende. O tema sai com o vocabulário da casa, e o cliente procura com o dele.
A pergunta de um cliente já vem pronta. Ela tem as palavras dele, vem de uma decisão que estava parada e foi dita a alguém que tinha obrigação de responder. Quando a mesma dúvida chega a mais de uma pessoa, ela é um obstáculo no caminho da compra, e um post que o remova serve ao cliente que perguntou e aos que ainda vão perguntar.
O jeito que funciona é inverter a ordem. Primeiro se ouve o que o cliente perguntou. Depois se decide o que escrever.
Onde as perguntas ficam
Elas já existem, espalhadas. Estão na conversa do WhatsApp, no e-mail em que o cliente pede uma explicação, na anotação da visita, na pergunta feita no fim de uma proposta e no que o cliente diz quando a ligação está acabando. Quase nenhuma está escrita como pergunta. Uma boa parte aparece como objeção: "isso funciona para uma empresa do nosso porte?", "e se o time não usar?", "como fica a nossa rotina?".
Comece por uma lista só, num lugar onde o time comercial escreve sem esforço: uma planilha, uma nota compartilhada ou uma coluna na ferramenta que o time já abre todo dia. Cada linha leva a pergunta nas palavras do cliente, a data e a etapa da conversa em que ela apareceu. Não leva o nome da pessoa: ninguém é citado sem convite, nem na lista nem no post. A mesma lista serve ao treino do time, como em Treino com caso da casa: a pergunta real é o melhor caso para praticar.
Da pergunta ao tema
Uma lista de perguntas ainda não é pauta. O trabalho é reduzi-la a poucos temas, e ele segue quatro passos.
Figura 1Da pergunta ao tema.
Quatro passos, e uma pessoa no último.
- 01Juntaras perguntas, nas palavras do cliente
- 02Separaras que se repetem das que apareceram uma vez
- 03Agruparpela dúvida de fundo de cada uma
- 04Escolheruma pessoa decide o que sai primeiro
O que ficou de fora volta à lista, sem se perder
Juntar. Reúna o que o time comercial ouviu em um período fechado, como um mês ou um trimestre. Um período definido evita que a pergunta mais recente pareça a mais comum.
Separar. Marque as perguntas que se repetem e deixe de lado as que apareceram uma vez. Uma dúvida isolada pode ser importante para quem a fez, mas não é pauta ainda.
Agrupar. Duas perguntas com palavras diferentes podem ter a mesma dúvida por baixo. "Quanto tempo leva para começar?" e "o meu time precisa parar para aprender?" falam de um receio só: o custo da mudança. O tema é o receio por baixo da frase.
Escolher. Cada grupo vira uma de três coisas: um post, uma resposta curta que o vendedor já manda pronta ou nada por enquanto. Quem escolhe precisa conhecer o cliente e responder pelo que a empresa publica.
Uma pessoa escolhe
O passo 4 não se automatiza, mesmo que os outros três contem com uma ferramenta. Contar quantas vezes uma dúvida apareceu é fácil. Decidir se ela merece um post é outra conta: pesa a repetição, o momento da venda em que a dúvida aparece, o que a empresa sabe responder com fato e o que prefere dizer por telefone.
Uma pergunta repetida pode, por exemplo, ser sobre preço, e a empresa pode não querer publicar preço. Outra pode revelar um erro da proposta, e o caminho é corrigir a proposta. A decisão cabe a quem conhece a empresa, uma por tema.
Por isso o ritmo pode ser leve: uma lista por mês, lida por uma pessoa do comercial e uma do marketing, com uma decisão por tema. Quem dirige só precisa pedir a lista e perguntar o que ficou de fora.
Onde o método falha
O método tem três limites, e vale conhecê-los antes de adotá-lo.
O primeiro é o viés de quem fala. A lista reúne só o que os clientes perguntaram. Quem desistiu antes de falar com o vendedor, ou foi embora por uma dúvida que nunca disse, não aparece nela.
O segundo é o peso das perguntas. Um cliente grande que pergunta muito pode parecer um mercado inteiro. Separar o que se repete entre várias contas protege disso, mas não elimina o risco.
O terceiro é o custo. Alguém precisa escrever as perguntas na lista e alguém precisa lê-la todo mês. Se a lista depender da boa vontade de cada vendedor, ela tende a esvaziar. Um ritmo fixo ajuda: a reunião curta, com pauta fixa e uma decisão no fim, de Vinte minutos por semana. Conteúdo é um trabalho que, no começo, só mostra direção. A ligação com a receita se prova depois, com paciência.
Onde entra o Oz
O Oz cuida dos três primeiros passos. Ele recebe as perguntas que passam pelo WhatsApp, pelo e-mail e pelo CRM, guarda tudo numa lista só, separa as que se repetem e agrupa por dúvida de fundo. A pessoa do Oz que cuida da sua conta acompanha esse trabalho, e a lista de temas chega ao time pronta para a decisão. Quem escolhe o que sai é uma pessoa da sua empresa. O método desta nota serve a qualquer time, com ou sem o Oz.
Perguntas
Onde achar temas B2B?
Comece pelo que o cliente já perguntou ao vendedor. Junte as perguntas de um período, separe as que se repetem e agrupe por dúvida de fundo. O que sobra é uma lista curta de temas, e uma pessoa escolhe o que vira post primeiro.
Pergunta frequente vira post?
Vira, quando se repete e a empresa sabe responder com fato. Nem toda pergunta merece um post: algumas pedem uma resposta curta que o vendedor manda pronta, e outras mostram um problema da proposta ou do produto. A escolha é de uma pessoa que conhece a empresa.
Tema é palavra-chave?
Não. A palavra-chave mostra como as pessoas procuram algo. O tema mostra o que travou a decisão de compra. Uma pergunta de cliente costuma render as duas coisas, mas a dúvida de fundo vem primeiro, e a palavra de busca ajuda a escrever o título.
E se ninguém anotar?
Reduza o pedido. Uma coluna com a pergunta, nas palavras do cliente, basta. Se mesmo isso não for feito, o problema está na rotina, e vale resolvê-lo antes de montar qualquer pauta.
Para quem dirige
Quem dirige a empresa já paga, todo mês, as horas em que o vendedor responde às mesmas dúvidas e as horas em que o marketing procura o que escrever. O método junta as duas contas: a pergunta que cansa o comercial passa a alimentar a pauta, e o post que a responde poupa ao vendedor a mesma resposta.
A mudança é pequena e começa por um pedido: uma lista por mês, uma decisão por tema, uma pessoa responsável. O resto vem de ouvir com atenção o que o cliente já está dizendo.
A receita é sua. O cuidado é nosso.
