Revenue AIOS
Pesquisar antes de escrever.
O Oz põe agentes de IA para trabalhar a receita da sua empresa, com gente nossa operando junto. Esta nota mostra como pesquisar um lead antes de abordar, com três fatos sobre a empresa, cada um com fonte e data, e uma pessoa que lê a pesquisa antes de aprovar a mensagem.
Para quem dirigePara o comercial
Nesta nota
Duas mensagens chegam à mesma diretoria numa terça-feira. A primeira diz que o remetente é especialista em vendas e quer conversar. A segunda diz que a empresa abriu uma segunda unidade este ano e pergunta como o time comercial está atendendo as duas. Só a segunda parece escrita por alguém que olhou. Esta nota é sobre como pesquisar um lead antes de abordar e chegar à segunda.
Para quem dirige, a pesquisa importa por um motivo: a primeira mensagem sai em nome da empresa. Antes da primeira mensagem, vale reunir três fatos sobre a empresa do lead: o que ela vende, o que mudou nela e quem decide a compra. Esta nota trata desse ofício, que serve a qualquer time comercial, com ou sem o Oz.
Pesquisar lead antes de abordar
O jeito comum é abrir o perfil da pessoa, o site da empresa e um buscador, ler por alguns minutos e escolher um elogio. A mensagem sai com o primeiro nome, o cargo e uma frase como "admiro o trabalho de vocês".
Esse método falha por dois motivos. O primeiro é que o elogio serve para qualquer empresa do mesmo setor, e quem recebe percebe isso na primeira linha. O segundo é que a pesquisa some: ela viveu na cabeça de quem leu e em abas de navegador que se fecham. Quando o lead responde duas semanas depois, ninguém sabe mais por que a mensagem dizia aquilo. Quando a pessoa que pesquisou sai da empresa, a pesquisa sai junto.
O método desta nota pesquisa menos coisas e escreve todas.
Três fatos, nenhum a mais
Para cada lead, três perguntas. Cada resposta leva uma fonte com endereço e a data em que foi lida. Fato sem fonte não entra.
O que ela vende
É o fato mais fácil de achar e o que menos diferencia. Serve para uma checagem: o que a empresa vende tem relação com o que o seu time oferece? Se não tem, a pesquisa acabou ali, e isso também é resultado. Poupou uma mensagem que não deveria sair.
O que mudou nela
É o fato que justifica escrever agora. Uma unidade nova, um diretor que chegou, um lançamento, uma notícia sobre a empresa, uma vaga aberta na área comercial. Uma mudança com data dá à mensagem uma razão para existir. Uma mudança velha não justifica nada, e uma ausência de mudança é uma resposta válida: "não achei nada recente" também fica escrito.
Quem decide a compra
Quem vai ler a mensagem nem sempre é quem decide. Na conta grande, quem pede a proposta, quem aprova o valor e quem vai usar costumam ser pessoas diferentes, como a nota Quem decide do outro lado descreve. Para a primeira abordagem basta um nome provável e a fonte dele. Se a fonte for um perfil público de trabalho, serve. Se não houver fonte, a resposta é "não sei", e o vendedor descobre isso na primeira conversa.
O método olha a empresa. A vida pessoal de quem trabalha nela fica de fora, e uma mensagem que mostra saber demais incomoda mais do que uma que mostra saber pouco.
Figura 1Três fatos antes da mensagem.
A mensagem só diz o que a ficha do lead já escreveu.
- 01Três fatos
- O que ela vende
- O que mudou nela
- Quem decide a compra
- 02Ficha do leadno registro do lead, em três campos com nome
- 03Uma pessoa lêa ficha ao lado da mensagem, frase por frase
- 04Aprova, ajusta ou recusasó então a mensagem sai
Frase da mensagem sem fato na ficha: volta para a pesquisa.
A pesquisa fica no registro
A pesquisa vale quando fica onde o time já trabalha: no registro do lead, em três campos com nome, cada um com o endereço da fonte e a data. Quem abrir o registro depois, um colega, um gestor ou o próprio vendedor duas semanas adiante, vê o que foi lido e quando.
Isso resolve o problema da cabeça. É o mesmo princípio de Quando alguém sai: o que o time sabe fica escrito antes de alguém precisar. Antes do primeiro contato, esse contexto ainda não existe, e a ficha é o primeiro pedaço dele.
Ler antes de aprovar
Pesquisa boa não basta se a mensagem a ignora. Por isso a leitura vem antes da aprovação: quem aprova abre a ficha e a mensagem lado a lado e faz uma pergunta por frase. De onde vem isso? Se a resposta é um fato da ficha, a frase fica. Se a resposta é "do nada", a frase sai ou volta para a pesquisa.
Assim, a personalização de mensagem de prospecção se sustenta: cada detalhe tem origem e pode ser conferido por um terceiro. O elogio genérico não passa na leitura, porque não tem fonte.
Como o Oz pesquisa
A pesquisa é um dos trabalhos do Oz na prospecção. Ele reúne os três fatos de cada lead, grava cada um com fonte e data no registro e entrega a ficha a quem aprova a mensagem, que lê a pesquisa ao lado dela antes de aprovar, ajustar ou recusar. A pessoa do Oz que cuida da sua conta acompanha esse trabalho e responde por ele. O método desta nota vale com ou sem o Oz; com ele, a ficha e a leitura acontecem em todo lead.
O limite do método
Pesquisar custa tempo, e o tempo de pesquisa por lead precisa caber no valor do lead. Para uma conta grande, vale a ficha completa. Para uma lista longa de contas pequenas, vale uma ficha curta, com o que ela vende e uma mudança recente, e nada mais.
Há empresas com pouco rastro público. A ficha dessas contas terá campos vazios, e o vendedor vai abordar com menos, o que é melhor do que abordar com invenção.
E a pesquisa não conserta uma lista errada. Uma mensagem muito bem pesquisada para uma empresa que não tem o problema que o seu time resolve continua sendo uma mensagem que ninguém queria. Por isso o primeiro fato, o que ela vende, vem como checagem antes de tudo.
Perguntas
Quanto tempo gastar por lead?
Tanto quanto o lead valer para a receita. Uma conta que pode virar um contrato grande merece a ficha completa e uma segunda leitura. Uma conta pequena merece uma checagem rápida do que vende e de uma mudança recente. Se a pesquisa custa mais do que a conta pode render, o método está sendo aplicado no lugar errado.
Pesquisar é qualificar?
Não. Qualificar responde se vale abordar: a empresa tem o problema, o tamanho e o momento certos. Pesquisar responde como abordar, com que fato e para quem. As duas se tocam no primeiro fato, o que a empresa vende, que serve de checagem de qualificação. Fora isso, a qualificação decide se a mensagem sai, e a pesquisa decide o que ela diz.
Basta o perfil da pessoa?
Rende pouco. O perfil conta o que a pessoa fez, e a mensagem de abordagem precisa do que mudou na empresa e de quem decide. Um perfil sozinho tende a produzir justamente o elogio que serve para qualquer um.
Pesquisar muda a primeira linha
De quem dirige o comercial, o método pede duas coisas pequenas: que a pesquisa fique escrita onde o time trabalha, e que alguém leia essa pesquisa antes de aprovar o que sai em nome da empresa. O resto é decisão de cada vendedor.
A receita é sua. O cuidado é nosso.

