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A venda que pede engenheiro.

Quando a resposta técnica depende de poucas pessoas, cada venda espera na fila delas.

Para o comercial

Nesta nota
  1. 01Poucos sabem responder
  2. 02A mesma pergunta, outra vez
  3. 03Responder uma vez
  4. 04O que continua técnico
  5. 05A fila que diminui

O cliente pergunta se o produto serve para o projeto dele. O vendedor sabe vender, mas a resposta depende de uma norma, de uma medida, de um limite de uso. Ele escreve ao engenheiro da casa e espera.

A venda não parou por falta de interesse. Parou numa fila.

Poucos sabem responder

Em muitas empresas de venda técnica, a resposta mora em poucas pessoas. Elas conhecem o produto por dentro, sabem o que ele aguenta e o que não aguenta. Por isso são as mais procuradas, e as que menos têm tempo.

O vendedor aprende cedo a medir o que vale a pena perguntar. Pergunta só o que não dá para evitar. O cliente recebe uma resposta mais lenta, ou mais curta, do que merecia.

A mesma pergunta, outra vez

Quase toda dúvida já foi feita antes, por outro vendedor, sobre outro cliente. A resposta existe: está num e-mail antigo, numa proposta, numa conversa que o engenheiro lembra de cabeça.

Falta essa resposta chegar a quem atende o cliente.

Na prática, a mesma dúvida volta com outras palavras. Um cliente pergunta pela temperatura de trabalho, outro pelo limite de carga, um terceiro pela norma que o projeto exige. Para o engenheiro, as três perguntas são parentes. Para o vendedor, cada uma parece nova, e por isso cada uma volta para a fila.

Responder uma vez

O Oz começa pelo especialista, pelas respostas que ele dá toda semana. Esse material entra na memória da empresa, junto com o que ela já escreveu. A partir daí, a resposta do engenheiro vale para todos os vendedores.

O trabalho começa com uma conversa curta. Quem cuida da sua conta senta com o especialista e separa as perguntas que ele mais ouve, com a resposta que ele costuma dar e a condição em que ela vale. O que já está escrito, em propostas e e-mails antigos, entra junto. O especialista revisa cada resposta antes de ela passar a valer.

A resposta fica num só lugar. Quem prepara a proposta e quem responde ao vendedor leem a mesma resposta, com a mesma condição ao lado.

O vendedor da quinta-feira usa a resposta que o engenheiro deu na segunda.


O que continua técnico

Nem toda pergunta vira resposta pronta. O caso novo, o cliente que pede uma exceção, o projeto que foge do padrão: tudo isso continua com a pessoa. Quando a pergunta é nova, ela vai ao engenheiro com o histórico ao lado, e a resposta dele passa a valer para a próxima vez.

O Oz propõe a resposta, e o vendedor confere antes de enviar ao cliente.

A fila que diminui

O engenheiro continua importante, e passa a ser procurado pelo que só ele resolve. O vendedor responde o que já foi respondido. Espera só quando a pergunta é nova.

Para quem dirige a empresa, a mudança aparece na agenda de quem a empresa mais precisa: menos tempo respondendo o que já se sabe, mais tempo no que só ele resolve.

O cliente também percebe. A resposta traz a condição escrita, e a conversa segue sem a pausa que ele já conhecia.

O ponto de partida é pequeno. Escolha as cinco perguntas técnicas que mais se repetem na sua empresa. Se o jeito de responder ainda não está escrito, comece por O jeito certo, escrito uma vez. Se a dúvida é o que o vendedor sabe da conta, leia O vendedor com o histórico.

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